terça-feira, 7 de novembro de 2017






BPA e FTALATOS

Os ftalatos são um grupo de compostos químicos derivados do ácido ftálico, tal como o cloro ftalato, utilizado como aditivo para deixar o plástico mais maleável. Tal grupo de compostos é tido como cancerígeno, podendo causar danos ao fígado, rins e pulmão, além de anormalidade no sistema reprodutivo. Também provocam alterações hormonais, por suas propriedades xenoestrógenas, como o crescimento das mamas e nádegas nos homens. Dentre os ftalatos existentes, o DEHP (ftalato de di-2-etilhexila) é um dos mais difíceis de serem biodegradados. No Brasil, ainda não existem leis que regulamentem o lançamento dos ftalatos no meio ambiente, apenas restrições ao uso em algumas áreas, como brinquedos infantis[1]. Nos EUA ainda não há uma legislação de restrição ao uso de ftalatos, e a Comunidade Europeia, como medida preventiva, determinou a retirada desse componente (wikipedia).


Bisfenol A ou BPA é um difenol, utilizado na produção do policarbonato de bisfenol A, o policarbonato mais comum, e de outros plásticos.[3] A substância é proibida em países como Canadá, Dinamarca e Costa Rica, bem como em alguns Estados norte-americanos, mas no Brasil era utilizada na produção de garrafas plásticas, mamadeiras, copos para bebês e produtos de plástico variados,[4] sendo proibida apenas ao final de 2011 a fabricação de mamadeiras com o composto (com prazo até o fim de 2012 para a retirada das prateleiras e estoques)[5] Para demais fins, BPA continua sendo amplamente utilizado no Brasil e é virtualmente onipresente, até mesmo no ramo da alimentação, em recipientes (inclusive os garrafões de 20L água, ou "bombonas"), latas de alimentos e bebidas, recibos, extratos bancários, CDs, telefones, periféricos para computadores, etc.
Desde a década de 1930 que se suspeita que seja prejudicial à saúde humana (estudos sobre estrogenicidade[6][7]). É um composto quimicamente análogo ao hormônio feminino estrógeno e tendo função idêntica in vivo, interagindo de forma insalubre em ambos os sexos, mas muito especialmente em homens e sendo especialmente preocupante a exposição em crianças em período de formação (de ambos os sexos). Em 2008, após vários artigos do governo dos EUA questionarem sua segurança, alguns varejistas retiraram das prateleiras produtos com BPA. Um estudo do FDA (Food and Drug Administration) de 2010 levantou preocupações quanto à exposição de fetos, bebês e crianças pequenas.[8]   
Portanto são contaminantes ambientais que podem interferir na secreção, metabolismo, no transporte ou, ainda na ação periférica dos hormônios endógenos, por meio de sua ligação com os receptores hormonais. Essas substâncias encontradas amplamente no ambiente, como  resultado da contaminação desse, por rejeitos indústriais e pesticidas usados na lavoura, como o glifosfato.
O aumento alarmante na incidência da obesidade também chama a atenção para a influência dos EDCs (Endocrine Disrupting Chemicals). obs: Estão associados com alteração da função reprodutiva em machos e fêmeas; aumento da incidência de câncer de mama,  padrões de crescimento anormal e atrasos de desenvolvimento neurológico em crianças, bem como alterações na função imune . Supõe-se que a presença de substâncias químicas obesogênicas no meio ambiente poderiam predispor o seu desenvolvimento em adição aos fatores etimológicos.






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