domingo, 18 de dezembro de 2016

HCG EMAGRECE?

A Dieta do hCG

Como essa Dieta HCG é baseada?
Não passa um dia sequer sem que surja no mercado novos gurus em saúde 
apresentando métodos “milagrosos” para o emagrecimento. E no meio de tanta 
controvérsia e ceticismo, um livro publicado no ano de 2008 por um entusiasta 
destes métodos chamou minha atenção; porém, como naquela época eu 
estava trabalhando com um acúmulo muito grande de informações científicas 
para algumas publicações, o que li até me parecia interessante, mas ainda não 
era o suficiente para me convencer.
Acontece, no entanto, que há alguns anos eu venho recebendo muitos 
questionamentos com relação a este tal método, e tenho recebido informações 
bastante positivas sobre o mesmo também; assim, resolvi me aprofundar um 
pouco mais neste assunto.
Sendo assim, vamos direto à fonte!
Antes de julgarmos qualquer técnica, precisamos ir direto até a sua fonte para 
entender um pouco mais sobre as suas experiências e intenções. Mais do que 
ler um livro recente devemos buscar a sua fonte pesquisando publicações 
anteriores. E foi o que fiz. Tratei logo de conhecer um pouco mais (ou melhor, 
muito mais) sobre o criador do programa sobre o qual vamos falar, o Dr. A. T. 
M. Simeons.
Tive a oportunidade de encontrar suas citações em quatro publicações 
veiculadas em jornais médicos bastante respeitados. São eles:
 Lancet – 1954
 Journal of the American Geriatrics Society – 1956
 American Journal of Clinical Nutrition – 1963 e 1964
Pude notar que todos os títulos mencionavam o mesmo hormônio natural, a 
gonadotrofina coriônica humana (hCG) e, três títulos especificavam o uso de 
hCG para o tratamento de obesidade, porém nenhum deles estava disponível.
Então procurei ainda mais informações sobre o Dr. Simeons, e vi que não se 
tratava de nenhum mercenário ou charlatão, mas de um médico brilhante com 
uma lista sólida de realizações.
Apesar de ter nascido na Inglaterra, Dr. Simeons estudou em uma universidade 
alemã, tendo se graduado pela Universidade de Heidelberg, no começo do 
século XX, em uma época em que as escolas alemãs eram consideradas as 
melhores do mundo. Fez pós-graduação na Alemanha e também na Suíça, 
tendo trabalho ainda em Dresden, na Alemanha.
Por seu interesse em medicina tropical, Dr. Simeons passou dois anos na 
África e depois na Índia, onde desenvolveu o uso da medicação antimalárica 
que se tornou a principal droga química no tratamento convencional. Além 
disso, desenvolveu também uma técnica que permite observar melhor o 
parasita da malária no sangue, e por este feito, ele foi agraciado com Ordem de 
Mérito pela Cruz Vermelha.
O médico criou ainda um centro modelo no tratamento da Lepra e no trabalho 
extensivo relativo à peste bubônica.
Em 1949 ele foi para o Salvador Mundi International Hospital, em Roma, onde 
mudou o foco de sua prática médica, voltando sua atenção para a 
endocrinologia e obesidade. Ele acreditava que a obesidade tinha 
componentes psicossomáticos, mas que o problema era mais físico do que 
mental.
Doutor Simeons publicou um livro no qual faz referência às suas observações 
sobre a Síndrome de Froelich, ainda do período de quando estava na Índia. 
Esse estudo se tornou a chave para o desenvolvimento do tratamento da 
obesidade com o hCG
Síndrome de Froelich e o seu obstinado ganho
de peso
Agora que já sabemos mais sobre o Dr. Simeons e suas sólidas credenciais é
hora de entender um pouco mais sobre a Síndrome de Foelich. Devido a esta 
síndrome, as pessoas que apresentavam uma obesidade extrema tinham as 
gonodas não desenvolvidas (ovários e testículos) e, como consequência, 
tinham os órgãos genitais pouco desenvolvidos.
Em seu livro, Dr. Simeons descreve que garotos muito gordos a quem foram 
dadas pequenas quantidades de injeções diárias de hCG, extraída a partir da 
urina de mulheres grávidas, os testículos não só deciam para o escroto (que é 
o lugar onde eles devem estar), como também perdiam o apetite voraz. Em 
contrapartida, os garotos que não estavam com dieta restrita, não perdiam 
peso, porém sua forma mudava claramente com a diminuição da circunferência 
dos quadris.
Isso chamou a atenção do médico de tal forma que ele criou a teoria de que as 
injeções de hCG tinham mobilizado a gordura dos quadris que se depositaram 
de forma natural, como acontece no corpo de homens que não apresentam 
problemas de sobrepeso.
Com isso, o Dr. Simeons resolveu associar as injeções de hCG a uma dieta 
restritiva, na qual o corpo conseguiria usar essas gorduras como combustíveis. 
E isso realmente funcionou, tendo como resultado uma significativa perda de 
peso pelos pacientes sem que eles precisassem passar fome mesmo estando 
em uma dieta de apenas 500 calorias por dia.
No entanto, é preciso entender que existem programas diferentes para 
objetivos diferentes.
Depois de décadas de tratamento em centenas de pacientes, o Dr. Simeons 
criou dois tipos diferentes de protocolos:
Para os que desejam perder até 7kg:
 hCG diariamente por 23 dias (exceto nos dias de menstruação);
 Após o 3º dia de tratamento com hCG começar a dieta restritiva;
 Dieta restritiva de 500 cal/dia por 26 dias (todos alimentos permitidos, 
exceto amido, açúcar e pouquíssima fruta);
 Depois desse período de 26 dias, ir aumentando gradualmente a 
alimentação por três semanas.
Para os que desejam perder mais de 7kg:
 hCG diariamente por 40 dias (exceto nos dias de menstruação);
 Após o 3º dia de tratamento com hCG começar a dieta restritiva;
 Dieta restritiva 500 cal/dia por 43 dias (todos alimentos permitidos, exceto 
amido, açúcar e pouquíssima fruta);
 Caso perca 17kg antes do final dos 40 dias de hCG, é aconselhável parar 
o tratamento;
 Depois desse período de 40 dias, ir aumentando gradualmente a 
alimentação por três semanas.
Para os que desejam perder mais de 17kg:
 É aconselhável repetir uma nova série de hCG, mas respeitando um 
intervalo de seis semanas para recomeçar o tratamento.
Deve-se também fazer por três dias antes de se começar o ciclo de CGh, uma 
dieta com muita proteína, altamente calórica, para fornecer substratos de 
suporte durante o tratamento.
No final do ciclo de hCG deve-se manter mais de três dias com dieta de 500 
calorias para garantir que qualquer vestígio de hCG tenha sido eliminado do 
corpo.
A razão para o limite máximo de tratamento ser de 40 dias é porque alguns 
pacientes desenvolvem reações alérgicas ao hCG.
Formas de administração do hCG
Apesar de no programa original ser usado o hCG na forma de injeção 
intramuscular, existe ainda a possibilidade de usar o hCG na forma oral. 
Porém, como nesse caso depende de absorção pelo trato gastrointestinal, ele é 
levado rapidamente ao fígado sendo então metabolizado e com isso perdendo 
sua ação na pele e na circulação, o que pode comprometer toda a sua ação.
Todos os hormônios, quando se procura usá-los da forma oral terá inativação 
no fígado antes de agir no organismo, portanto não recomendo usar nenhum 
hormônio na forma oral, sempre injetável, sublingual ou de aplicação na pele.
Complicações
Existem poucas complicações relacionadas ao uso do hCG, bem como 
nenhum risco sério.
Mas vale salientar, que o Dr. Simeons observou um aumento nos níveis séricos 
de ácido úrico depois do início do tratamento com hCG. Isso pode causar, em 
algumas pessoas, crise aguda de dor após alguns dias de tratamento. Mas, 
este sintoma acaba sumindo na sequência, permitindo ao paciente continuar o 
seu tratamento assintomático. Além disso, o Dr. Simeons observou também 
que os indivíduos que recuperaram o seu peso normal, ficaram livres de 
sintomas, independentemente de que com que se alimentassem.
Diante destas observações, aconselho sempre que você esteja
acompanhado por um profissional familiarizado com a técnica para que
ele possa te dar todo suporte necessário.
Benefícios adicionais
Em décadas de uso do hCG, o Dr. Simeons observou mais benefícios do que 
simplismente acertar o peso e a aparência física. A técnica ajudou a melhorar 
outros problemas de saúde relacionados com a obesidade.
Vejamos quais:
– Diabetes tipo 2 – Com duas a três semanas de uso do hCG, o Dr. Simeons 
observou uma queda dos valores elevados de glicemia de jejum para níveis 
normais. Portanto, deve-se monitorar a glicemia durante o tratamento.
– Hipertensão arterial – Normalmente há a redução da pressão arterial com o 
tratamento e que tende a se manter em níveis pressóricos melhores do que os 
iniciais pelo fato do paciente ter perdido quilos adicionais no ciclo de hCG.
– Dores reumáticas – O Dr. Simeons observou melhoras das dores 
reumáticas alguns dias após o início do tratamento. Após o termino do ciclo de 
hCG os pacientes referem que as dores às vezes retornam, mas com menos 
intensidade do que anteriormente.
– Psoríase – Os pacientes apresentavam grandes melhoras durante o 
tratamento, mas tinham recaídas quando o tratamento terminava.
– Úlcera varicosa – Nos pacientes obesos com úlcera varicosa houve rápida 
recupração da ferida quando em tratamento com hCG.
– Úlcera peptica – Nestes casos os indivíduos obesos com úlcera duodenal 
tiveram melhoras importantes. Isso mostra uma similaridade com a gravidez, 
onde raramente ocorre úlcera peptica.
– Colesterol (complicação ou benefício?) – Esta complicação na verdade é 
um benefício disfarçado.
Se a pessoa tem o colesterol normal, com o início do ciclo de hCG ele aumenta
e retorna a valores normais após o tratamento. Porém, nos indivíduos que já 
têm colesterol elevado, possivelmente haverá um aumento transitório.
Apesar de a primeira impressão ser algo negativo, o que ocorre é que nas 
avaliações de acompanhamento, esse colesterol fica em níveis muito melhores 
do que era antes do início do tratamento.
O Dr. Simeons acreditava que a elevação do colesterol total era pela liberação 
de colesterol de depósito e que não estivesse aderido na parede das artérias. 
Em outras palavras, o Dr. Simeons acreditava (apesar de não ter sido provado) 
que o tratamento com hCG poderia, ao menos parcialmente, evitar o depósito 
de colesterol que não estivesse calcificado ainda.
Estudos subsequentes sugerem que ele pode ter razão ao dizer que o fato do 
tratamento com hCG estimular o aumento de colesterol, é na verdade um 
benefício e não um risco.
A natureza da gonadotrofina corionica humana
(hCG)
O hCG nunca é encontrado no corpo humano, exceto durante a gravidez e 
raros casos em quem um resíduo de tecido de placenta continua a crescer, o 
que é conhecido como epitelioma coronico, fenômenos esse que (por questões 
óbvias) nunca é observado em homens.
Menstruação – Durante o período da menstruação as aplicações de hCG 
devem ser suspensas, mas a dieta não.
Álcool – Os pacientes que consomem bebida alcoólica normalmente durante o 
tratamento sentem-se excepcionalmente bem, porém uma porcentagem delas 
se sente intoxicado com o álcool, passando a beber pouco. Nesses casos, eles 
sentem que não precisam da bebida, possivelmente pela euforia que o 
tratamento produz.
hCG para homens – Pode ser usado sem problemas, não comprometendo a 
parte hormonal e a libido. Aliás, os homensperdem peso mais rapidamente do 
que as mulheres.
Referências bibliograficas:
 hCG – Dr. Simeons
 “The Pituitary Body,” in Organotherapy in General Practice. G W Carnrick C
New York City, 1924, pages 124-127
 American Journal of Medical Sciences 1918; November: 714 –
 J Reprod Fertil 1981; 63(1): 101-108
 Am J Clin Nutr 1976; 29: 940-948
 Am J Clin Nutr 1973; 26: 211-218

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