sexta-feira, 25 de junho de 2010

Gordura no fígado


É comum um achado de infiltração de gordura no fígado durante o exame pela ultra-sonografia. Na maioria dos casos, está ligada simplesmente a distúrbio metabólico, com ou sem obesidade. O uso de um antioxidante, o resveratrol, presente no vinho tinto, na uva e outras frutas, pode corrigir essa gordura no fígado (Jornal de Gastroenterologia e Fisiologia Hepática, outubro de 2008).
Alguns casos, no entanto, já apresentam uma infiltração que pode mudar a estrutura do tecido hepático, com características próprias ao exame obtido pela biopsia. Trata-se de esteatose hepática ou esteato-hepatite, mais comum em casos de alcoolismo ou de alteração metabólica característica do diabete, como também nos casos de obesidade acentuada. A associação com freqüência da esteatose hepática com o que se convencionou chamar síndrome metabólica que acompanha o diabete, levou ao uso dos medicamentos que controlam o diabete tipo 2. A metformina (Glifage) foi indicada inicialmente. Atualmente, há indicação da pioglitazona (Actos) para tratamento da esteatose hepática. Um número recente de revista especializada (Gastroenterologia n.135: 1176) comprovou a ação desse medicamento nos casos de esteato-hepatite não-alcoólica, mesmo na ausência de diabete. A redução da infiltração gordurosa e a alteração do achado pela biopsia foram documentadas em 74 pacientes que receberam dose diária de 30 mg da pioglitazona. Os pesquisadores do Reino Unido acreditam que esse medicamento exerce uma ação celular direta no fígado, reduzindo a infiltração. Como de hábito, o resultado foi comparado a um grupo semelhante de pacientes que não fizeram uso do mesmo medicamento e que não mostraram a redução da infiltração. Qualquer que seja a causa desse problema, é essencial o uso da dieta apropriada.
Leia o artigo original:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302006000200013&script=sci_arttext

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