sábado, 29 de maio de 2010

Cálculo Renal

Certos medicamentos usados no início de crise aguda de cálculo renal podem ajudar na eliminação do cálculo. Habitualmente, cálculos de pequenas dimensões descem normalmente sem dificuldade e são eliminados a partir da bexiga. Mesmo sem dor intensa, podem aparecer hemácias no exame de urina, ainda que esta não mude de cor. Alguns cálculos de maiores dimensões não progridem na parte mais estreita do ureter, que é a conexão entre o rim e a bexiga. É quando a dor se intensifica. Inicialmente, a dor se localiza em um dos lados, no flanco, logo abaixo da última costela. Depois, irradia-se para frente e para baixo, indo, às vezes, até a raiz da coxa do mesmo lado.
O uso de medicamentos chamados alfabloqueadores ou dos antagonistas de cálcio pode facilitar a eliminação desse cálculo estagnado na última porção do ureter, próximo à bexiga. Uma revisão aparece em número recente de revista especializada (Ann. Emerg. Medicine, 2007:50; 552) demonstrando ação satisfatória em número considerável de pacientes que receberam a tansulozina (Secotex e Omnic), via oral, diariamente, ou a nifedipina (Adalat) por via oral. Uma análise de 700 pacientes com cálculo não maior do que 5 mm e que receberam doses de um daqueles medicamentos conseguiu a entrada do cálculo na bexiga e, como conseqüência, fim da crise. Outros medicamentos do grupo da nifedipina como a amlodipina (Pressat, Norvasc, Anlodibal etc.) podem exercer o mesmo efeito na eliminação do cálculo estacionário no fim do ureter, com menos efeitos colaterais do que os vistos com a nifedipina. É de registrar que o CMDT de 2007 adverte que o aumento da diurese pode exacerbar a dor do paciente. Os urologistas insistem na localização do cálculo que não se elimina espontaneamente através da ureteroscopia. A partir daí, podem decidir no tipo de intervenção para eliminação do cálculo.

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